quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sobre nação, cultura e raça. Erkönig de Schubert

Salve, camaradas leitores da Legio Victrix! Quem posta hoje é Felipe Angelim, e dou início aos posts de quinta feira deste blog, os quais serão focados em apresentar aos leitores leigos algo de nossa cultura musical. Juntamente com estes, haverão também posts toda terça feira concernentes às artes visuais (pintura, escultura, cerâmica, e outros), bem como todo domingo posts concentrados na literatura. Portanto, por ser o primeiro post da série, vejo necessidade de esclarecer sobre o projeto e sobre as diretrizes do blog no que concerne à arte e à nossa concepção de cultura.

Este blog é nacionalista, porém na real acepção semântica do termo: o conceito de nação está ligado, originalmente, ao conceito de sangue, de grupo étnico-cultural. Aos iniciantes, nação, para os que aqui escrevem, se vincula à idéia de raça. Sabemos, claro, o quanto usar o termo raça é problemático nos tempos hodiernos, e que este uso se vincula à idéia de racismo, da forma como é tida no senso comum. Desde já, então, esclarecemos: não somos racistas. Não, é claro, da forma como o vulgo pensa em racismo, e sim de modo identitário e culturalista.

Ao certo serão feitos alguns outros posts na Legio Victrix para explicar esses conceitos, os quais pedem desenvolvimento teórico mais aprofundado; porém, como este post está sendo feito a título de esclarecimento, não exporei aqui as premissas de nossa tese. Deste modo, farei uma breve introdução ao assunto:

O visitante do blog, ao pensar em racismo, logo tem a imagem do nazismo vindo à consciência, bem como a noção agregada de superioridade racial. Isso é errado, pois acreditar em raças não pressupõe que se pense em umas como superiores às outras. Não entrarei aqui na biologia para fundamentar o conceito de raça, mesmo porque ele pouco importa. Raça é uma unidade biológica sim, e hão - ao contrário do que a mídia passa - fundamentos para o conceito na biologia atual, porém ela é muito mais do que meramente uma classificação baseada em genótipos, e sim uma idéia vinculada à cultura produzida pelo grupo que é tido como uma raça distinta, bem como seus aspectos filosóficos, morais, ideológicos e comportamentais.

Portanto, eis que voltamos ao conceito de nação: uma unidade cultural e racial. Não imaginamos os dois conceitos de nação, cultura e raça como separados entre si, e sim como diretamente interdependentes. Cabe a cada nação, e a cada raça, manter seu patrimônio cultural e garantir que as gerações presentes e futuras tenham acesso ao mesmo. Nós da Legio Victrix, então, faremos nossa parte com os posts semanais, para divulgar aos leitores que têm pouco acesso à nossa bela arte.

Cabe aqui, por último, esclarecer que, quando falamos nossa arte, nossa raça, nossa cultura, nos referimos à cultura e arte da raça branca. É claro que definir raça branca pressupõe uma abrangência complicada, e ao certo nós esclareceremos o termo em futuro post. Basta dizer agora que abarcamos o conjunto racial dos indo-europeus instaurados na Europa - tomada como uma concepção geográfica - e na área do Mediterrâneo e dos povos autóctones destas regiões. Raça branca é um conceito tão generalizante quanto raça negra, e no entanto este último é frequentemente usado sem maiores consequências.

Não tentamos, com isso, tomar uma postura de superioridade da cultura de nossa raça, e o fazemos meramente por sermos - todos da equipe do blog - brancos de raça e cultura, e pensamos como nosso dever sermos propagadores de nossa cultura. Penso que negros, asiáticos e outros devem fazer o mesmo, e aplaudiremos quaisquer grupos que tomem nossa concepção de cultura, raça e nacionalidade para si mesmos, sejam eles centrados na raça branca ou em quaisquer outras.

Isto posto, apresento-lhes o primeiro vídeo musical do blog: a lied Erkönig de Franz Schubert. Não haverá espaço para que eu defina o conceito de lied, logo me resumirei a dizer que é uma canção alemã - normalmente com a presença de um piano - baseada em algum poema, principalmente poemas folclóricos.

A lied em questão foi feita por Schubert em cima de um poema de Goethe de mesmo nome, o qual se baseou em uma antiga lenda germânica. No mesmo, um pai preocupado cavalga com seu agonizante filho nos braços, na esperança de chegar em sua casa e tratá-lo de sua misteriosa doença. A lenda germânica conta do Rei dos Elfos (Erlkönig), que roubava crianças louras e belas para seu reino em outra dimensão, no qual todos viviam em maravilha e eterna juventude. Falha quem vê - como Freud o fez - uma imagem pedófila no Rei dos Elfos; ele é meramente um apaixonado pela beleza, pela jovialidade e pela inocência das crianças.

Enquanto o menino sofre em sua doença, o Rei dos Elfos, vendo que o garoto está perto da morte, o seduz para que o acompanhe ao seu reino, lhe contando das mais diversas maravilhas que o lugar lhe oferece. Assustado, o menino conta ao seu pai de suas visões, o qual, por ser adulto, não vê tampouco ouve o Rei dos Elfos e pressupõe que seu filho delirava por estar doente: tenta dar explicações fenomenológicas à aparição e à voz que o menino diz ver e ouvir. Ao ver que sua argumentação só apavorava a criança, o Rei dos Elfos resolve o tomar pela força. O pai finalmente, ao entrar em sua casa, verifica que seu filho morrera.

A música, de grande dramaticidade, é performada por uma voz de barítono - aqui, o grande Dietrich Fischer-Dieskau -, o qual faz o papel do narrador (em seu tom médio), do menino (nas notas mais altas), do pai (na parte mais grave da extensão) e do Rei dos Elfos (de novo no tom médio, mas com uma coloratura sedutora, charlatona; o que os ingleses chamam de oiled voice). O piano representa a marcha rápida do cavalo no qual estão o pai e o filho, e dá tensão à obra. Peço que prestem atenção em todos os nuances dramáticos e leiam a letra do poema, que está traduzida no vídeo para o inglês. Aos interessados, a letra original em alemão se encontra na wikipedia, seguindo abaixo os links:

Link do poema em alemão

Link do vídeo

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